Breve anotações sobre "A Fabricação do Imortal", de Regina Abreu
Imagem: Foto da Sala Miguel Calmon e sua coleção.
Fonte: Livro A Fabricação do Imortal
O livro A Fabricação do Imortal, escrito em 1996 por Regina Abreu foi minha escolha para o seminário de leituras da disciplina de História dos Museus e dos Processos Museológicos. Eu tinha ficado entre esse e o livro de Camillo Mello Vasconcellos sobre o Museu Nacional de História do México. Acabei escolhendo pela Regina por alguns motivos: gostaria de conhecer mais as histórias dos museus brasileiros, dar “prestígio” à uma pesquisadora brasileira, e também diversificar os assuntos (estou trabalhando com uma parte da história do México em outra disciplina).
Regina Abreu é Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Museu Nacional), Pós-Doutorado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Ela trabalhou no Museu Histórico Nacional durante o período da Diretora Solange e trabalhou sua tese de mestrado sob a coleção de Miguel Calmon.
A partir daí, a autora discorre em 17 capítulos, e vai além: se nota que ela extrapola as relações Alice-Miguel-Gustavo Barroso (diretor do MHN, de 1922 a 1959), ela percebe que toda a troca de Alice e Gustavo estava em sintonia com o contexto ao seu redor; que esse trio representavam grupos sociais, principalmente a nobreza e seu declínio e Gustavo Barroso com seu culto ao Império, com seu chamado “culto à saudade”.
No seminário abordamos bem mais temas do que isso, e que estão no livro. Falamos de ideias de progresso, de civilização, da Comissão Rondon, dos itens doados, dos personagens, da política da República, dos interesses de Barroso e sua importância na Museologia. Deixo aqui o link para o meu fichamento para que possam ter acesso ao que considerei importante, tanto para o seminário como para estudos futuros.
Dois trechos que considero interessantes, que digamos, podem ser refletidos para além do tema da autora são:
“Uma vez morto o indivíduo, por determinação dos deuses, inicia-se o processo de sua recriação pelos homens.” (pág. 68)
Foi bom ter lido o livro, gostei do que aprendi com ele e as informações que ele passou, mas não foi uma leitura que manteve o ritmo inicial. Analisei junto aos demais colegas que trabalharam com A Fabricação do Imortal que a autora repetia muitas informação ou se delongava em alguma parte que não necessariamente parecia importante. O seminário em si foi importante para compreender um pouco mais do livro e recomendo a leitura para alunos de Museologia e para quem tem interesse nos trâmites políticos durante a República Velha e adiante.
Referências: Site de Regina de Abreu
ABREU, Regina. A fabricação do imortal: memória, história e estratégias de consagração no Brasil. Rio de Janeiro: Lapa/Rocco, 1996.

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