Rua da Praia, uma nova experiência
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Imagem: Monumento do Tambor, na Praça do Tambor ou Praça Brigadeiro Sampaio.
Fonte: Acervo Pessoal, 2017.
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A linha do tempo da Rua dos Andradas é um reflexo da história da cidade. Na literatura, XXX, comenta sobre a importância da rua desde o século XVII, por causa da proximidade do porto. A rua se desenvolve, passando de rua residencial a comércio, mescla também com área militar, grandes praças, clubes, lojas, cinemas: é um mundo dentro de uma rua.
Pra quem não sabe, aqui fica a Rua dos Andradas. Ela é um ponto turístico e histórico da cidade. Temos a galeria de arte Península, a Igreja das Dores, a Casa de Cultura Mario Quintana, muitos restaurantes; em novembro, a Feira do Livro; Praça da Alfândega. Dá pra passar um dia inteiro nessa rua.
Nos encontramos na Praça do Tambor (olha aí, de novo os protoalegrenses resistindo aos nomes burocráticos instituídos) como ponto inicial do nosso trajeto. Aqui, que também é o ponto inicial do maravilhoso projeto Territórios Negros, problematizamos sobre a narrativa histórica da construção de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, pois temos aqui um monumento que resiste, um monumento que recebe flores, que é cuidado pelos moradores e que faz parte do cotidiano de quem vive ali, mas que na história parece ser esquecido.
Também no inicio da Rua da Praia, conversamos sobre o Museu do Trabalho e ações pedagógicas realizadas ali, os abarcadouros, os eventos que ocorreram na praça. O espaço passou por tantas revitalizações que só em foto podemos tem uma perspectiva sobre como a praça era.
O grupo também conversou com uma moradora dos arredores. Ela estava limpando a praça, porque, segundo ela, alguns moradores se revezam para fazer a limpeza mais periodicamente do que o pessoal que é contratado pela prefeitura. Essa ação voluntária ocorre principalmente na segunda-feira, para deixar a praça própria para uso depois dos churrascos e eventos que acontecem no final de semana. Um bom exemplo de que tão importante é a Praça do Tambor.
Dedicamos um tempo da aula para conversar sobre as leis de patrimônio e os projetos de preservação e conservação do patrimônio material de Porto Alegre. Temos uma Constituição e leis muito bem pensadas, mas pra variar, o que mais carece é cumprir a lei, haver uma comunicação da importância do patrimônio para a população envolvida, os proprietários terem o auxílio necessário para manter o bem e também serem notificados quando não o realizam. É uma questão muito complexa e que abarca mais questões do que só a lei em si. No projeto do Proteja Petrópolis, por exemplo, vemos como há disputa entre grupos, os que querem preservar e os que quererem "progredir", os interesses dos proprietários (que alguns veem com carinho e memória atrelada ao bem, e outros que veem o bem como um problema, algo que não é prioridade preservar). Consigo entender os dois lados, mas sempre temos que ter o cuidado de ver se o interesse é real, se o morador tem a compreensão da importância do patrimônio, o que o coletivo que vai viver com essas escolhas prefere.
Foi ótimo conhecer ainda mais a história dessa rua e ter acesso à pesquisa dos colegas que haviam feito esse trabalho ótimo de pesquisa!
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Imagem: Alunos reunidos na Igreja das Dores.
Fonte: Acervo pessoal, 2017.
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Nos encontramos na Praça do Tambor (olha aí, de novo os protoalegrenses resistindo aos nomes burocráticos instituídos) como ponto inicial do nosso trajeto. Aqui, que também é o ponto inicial do maravilhoso projeto Territórios Negros, problematizamos sobre a narrativa histórica da construção de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, pois temos aqui um monumento que resiste, um monumento que recebe flores, que é cuidado pelos moradores e que faz parte do cotidiano de quem vive ali, mas que na história parece ser esquecido.
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Imagem: Alunos reunidos na Praça do Tambor
Fonte: Acervo pessoal, 2017.
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O grupo também conversou com uma moradora dos arredores. Ela estava limpando a praça, porque, segundo ela, alguns moradores se revezam para fazer a limpeza mais periodicamente do que o pessoal que é contratado pela prefeitura. Essa ação voluntária ocorre principalmente na segunda-feira, para deixar a praça própria para uso depois dos churrascos e eventos que acontecem no final de semana. Um bom exemplo de que tão importante é a Praça do Tambor.
Dedicamos um tempo da aula para conversar sobre as leis de patrimônio e os projetos de preservação e conservação do patrimônio material de Porto Alegre. Temos uma Constituição e leis muito bem pensadas, mas pra variar, o que mais carece é cumprir a lei, haver uma comunicação da importância do patrimônio para a população envolvida, os proprietários terem o auxílio necessário para manter o bem e também serem notificados quando não o realizam. É uma questão muito complexa e que abarca mais questões do que só a lei em si. No projeto do Proteja Petrópolis, por exemplo, vemos como há disputa entre grupos, os que querem preservar e os que quererem "progredir", os interesses dos proprietários (que alguns veem com carinho e memória atrelada ao bem, e outros que veem o bem como um problema, algo que não é prioridade preservar). Consigo entender os dois lados, mas sempre temos que ter o cuidado de ver se o interesse é real, se o morador tem a compreensão da importância do patrimônio, o que o coletivo que vai viver com essas escolhas prefere.
Foi ótimo conhecer ainda mais a história dessa rua e ter acesso à pesquisa dos colegas que haviam feito esse trabalho ótimo de pesquisa!
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Imagem: Arranha-céus da Rua da Praia.
Fonte: Acervo pessoal, 2017.
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