Visitando o Arquivo Público do Rio Grande do Sul


Foto: Interior do Aqruivo. Fonte: Gabriela Mattia, 2019.

Realizamos uma visita muito muito interessante no Arquivo Público do Rio Grande do Sul. A princípio, ficou o questionamento sobre o motivo, já que museus e arquivos possuem uma dinâmica tão diversa, porém, após conhecermos as caixas do Arquivo, compreendemos a relevância deste encontro.

As Oficinas do Arquivo são voltadas para jovens, e proporcionam protagonismo por parte dos oficineiros e oficineiras, estagiários ou bolsistas da área da História. Elas são chamadas de Oficinas de Educação Patrimonial e são propostas para introduzir o conhecimento da pesquisa em fontes primárias e para promover a apropriação e reflexão crítica sobre o conceito de Patrimônio. Hoje, são ofertadas as seguintes oficinas:

. Os Tesouros da Família Arquivo;
. Desvendando o Arquivo Público: Relações de gênero na História;
. Resistência em Arquivo: Patrimôni, Ditadura e Direitos Humanos;

Participamos da última e foi uma experiência interessantíssima e potente. A dinâmica da oficina inicia com a apresentação de um vídeo - que não tivemos acesso pois o espaço estava sendo utilizado por outro grupo. Após este momento, As e os oficineiros criam pequenos grupos para realizar um acolhimento e caminhada pelo pátio, onde são explicadas as histórias dos três prédios, e o funcionamento do prédio, passando por salas até chegar no momento de iniciar a busca por pistas.

Após "encontrarmos" as pistas (detalhes em documentos que nos faziam buscar novos documentos pelas mais de 178 estantes de concreto), fomos direcionados para uma sala iluminada e com espaço para sentar, ler e debater a caixa destinada ao nosso grupo.

Foto: Sala de realização da Oficina. Fonte: Gabriela Mattia, 2019.
A caixa reúne documentos específicos encontrados no Arquivo, sendo que cada grupo recebeu uma caixa com informações sobre personalidades distintas. Quanto há mais pessoas, há ainda mais caixas com mais histórias a serem descobertas. Por se tratar da época da Ditadura Cívico-Militar do Brasil, o conteúdo é forte e pesado, ao mesmo tempo em que é tratado de uma maneira sensibiliza o participante em relação à pessoa cuja história lemos, e não focaliza no sistema. Acredito que esse é um ponto chave para melhor aproveitamento pelas crianças e adolescentes.

Foto: Caixa trabalhada pela autora e seu grupo na Oficina. Fonte: Catarina Petter, 2019.

Após o debate no pequeno grupo, a turma de reuniu em roda para compartilhar suas experiências, descobertas. Também conversamos com os e as oficineiras sobre como os grupos reagem a essa atividade, como eles lidam com os desafios e com participantes que não concordem com a abordagem. Foi um grande momento de troca e aprendizado.

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